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20/01/2014 Dez passos para parar de fumar


Qualquer fumante sabe que abandonar o cigarro é uma medida fundamental para melhorar a sua qualidade de vida, evitar doenças e viver mais. Mas essa é uma missão desafiadora para a maior parte dos tabagistas. Uma pesquisa da Unifesp mostrou que nove em cada dez fumantes gostariam de largar o cigarro, sendo que e a maioria (63%) já tentou fazê-lo, sem sucesso. Atualmente, 15,6% dos brasileiros com mais de 14 anos são fumantes.  
 
O que faz da nicotina uma substância tão poderosa é sua capacidade de ativar regiões do cérebro ligadas ao prazer. O composto consegue se ligar a doze receptores cerebrais - a maioria deles em uma área chamada tegumentar ventral, responsável por fornecer a sensação de prazer. Quando uma pessoa fuma, o circuito cerebral dessa região é acionado, provocando uma sensação de bem-estar.
 
Essa área do cérebro também pode ser ativada quando comemos um alimento apetitoso ou vivenciamos um momento alegre. Fumantes, porém, dependem da nicotina para acionar a região. "O tabagista vira refém do prazer de fumar, pois ele identifica o ato como o que há de mais prazeroso na vida", explica Jaqueline Issa, cardiologista diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração da USP (Incor). "Mesmo assim, até pessoas altamente dependentes podem deixar de fumar", diz José Roberto Jardim, coordenador do Núcleo de Prevenção e Cessação do Tabagismo da Unifesp.
 
A lista dos benefícios do abandono do cigarro é longa. De acordo com Jaqueline Issa, 20 minutos longe do cigarro são suficientes para diminuir a pressão arterial, que é elevada pela nicotina e, ao longo dos meses seguintes, o ex-fumante já apresenta melhoras na função respiratória. Dois anos após o fim do tabagismo, o risco de complicações cardiovasculares cai pela metade; em dez anos, há uma redução expressiva nas chances de câncer; e, em vinte anos, é possível dizer que o indivíduo não tem e nem terá problemas associados ao cigarro. É claro que esses dados fazem parte de uma média estipulada por estudos populacionais – e, portanto, podem variar de acordo com cada pessoa.

Fonte: Revista Veja
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